Entrevista: Lúcia Helena Batista Gratão (Rádio UEL FM)

No dia 22 de dezembro de 2014 foi ao ar a participação da Prof.ª Dr.ª Lúcia Helena Batista Gratão no programa “Modos de Vida – Comportamento e Cultura“, transmitido pela Rádio UEL FM.

Na entrevista Lúcia Helena contou sobre seu encontro com o rio Araguaia, motivo de seu encantamento e personagem de sua tese de doutorado. Em sua viagem “em transcurso” pelos caminhos do rio grande, Lúcia Helena busca pela própria essência do rio e daqueles que estão às suas margens: pescadores, ribeirinhos, barqueiros, povos indígenas carajá. Em um encontro que tem por objetivo “dar voz ao rio”.

Este encontro com o rio Araguaia resultou na tese defendida em 2002 na Universidade de São Paulo sob o título “A poética d’ “O Rio” – ARAGUAIA! De Cheias… &… Vazantes… (À) Luz da Imaginação!“.

A entrevista encontra-se disponível no site do programa. Para acessá-lo basta clicar aqui.

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Geopoéticas!

Está ocorrendo desde setembro até dia 15 de Novembro a 8ª Bienal do Mercosul, que este ano tem o tema “Ensaios de Geopoética”.

Eis o texto de apresentação escrito pelo curador geral, José Roca, extraído do site de divulgação da Bienal:

“A mostra central no Cais do Porto examina a criação de entidades transterritoriais e supraestatais que colocam em jogo a noção de nacionalidade. Essas construções político-econômicas contrastam com as noções de Nação estabelecidas há séculos na conformação dos países americanos após as lutas por independência. A exposição explora diferentes aspectos das ideias de Estado e Nação, suas retóricas visuais (mapas, bandeiras, escudos, hinos, passaportes, exércitos) e suas estratégias de autoafirmação e consolidação de identidade.

A ideia de cidadania está baseada etimologicamente nas noções romanas de civitas e urbanitas. Que tipo de cultura de pertencimento se dá em situações não urbanas? Onde reside a nacionalidade quando se carece de território físico? Algumas obras consideram o território rural como uma possibilidade para a utopia e o isolamento como uma condição positiva; outras analisam diversas estratégias de sustentabilidade e de coesão na ausência de território. Algumas dessas construções nacionais – que, em certos casos, possuem território mas carecem de autonomia política – estarão representadas no interior da exposição em “pavilhões” que denominamos ZAP – Zonas de Autonomia Poética.

Desde o mapa invertido de Torres García, a arte tem visitado a disciplina cartográfica para produzir mapas ativistas que não estão a serviço da dominação. A cartografia é um tema recorrente na prática curatorial recente, de modo que se torna inevitável quando se fala de território, pois nela confluem geografia, ideologia e política. A exposição reúne diversas formas de medir e representar o mundo, incluindo artistas que usam mapas para promover a mudança social, psicogeografias, rotas de derivas, mapas afetivos e diversas representações do mundo que contradizem as cartografias convencionais.”

Para quem não vai poder ir a Porto Alegre, vale a pena conferir o sítio de divulgação que tem informações sobre os artistas, obras, entre outras coisas: http://www.bienalmercosul.art.br/.

Notícia enviada pelo amigo Almir Nabozny.