II Workshop Arquitetura e Filosofia: Teoria e Prática do Projeto

workshop

Nos dias 18 e 19 de novembro, o Laboratório Interdisciplinar Hermenêutica, Ambiente e Saúde (FOLIE), juntamente com o Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Piauí e a Coordenação do Curso de Arquitetura e Urbanismo (CT/UFPI), realiza o II Workshop Arquitetura e Filosofia: Teoria e Prática do Projeto, no auditório Noé Mendes, no Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL).

Nesta segunda edição, o evento conta com contribuições do Prof. Dr. Otávio Leonídio, Professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Rio e do Prof. Dr. Roberto Montenegro, do Departamento de Construção Civil e Arquitetura da UFPI.

Mais informações.

Inscrições.

V Diálogos Humanistas – 07, 08 e 09 de novembro – Diamantina – MG

Cartaz

Nos dias 07, 08 e 09 (campo) de novembro, realizaremos em Diamantina – MG, no auditório da Casa da Glória, o nosso V Diálogos Humanistas. O evento é uma pareceria do NPGEOHGHUAPOGHUM e se consolida como um espaço de troca de ideias humanistas.

Estamos cada vez mais integrados com grupos de outras instituições que pensam e agem como nós. Neste ano contaremos com a participação do grupo GHENTE da Universidade Federal de Juiz de Fora. O objetivo é compartilhar nossas ideias e acolher pessoas que também pensam numa geografia humanista possível.

Segue a Programação do evento:

Dia 7 de novembro, às 19:00, haverá uma mesa de abertura do evento com a participação das coordenadoras do GHUAPO e NPGEOH seguida da palestra Lugar geopsíquico: educação geográfica humanista em sua potência, da professora Juliana Maddalena Trifilio Dias, coordenadora do grupo GHENTE, da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Dia 8 de novembro, pela manhã e tarde, haverá apresentação dos trabalhos (em andamento, encerrados e propostos) pelos membros do NPGEOH e GHUAPO. Às 18:30 haverá mesa de encerramento do evento com as palestras de Aline Medeiros e Ivo Venerotti, membros do NPGEOH e Tiago Rodrigues – GHUAPO: A abordagem humanista na Geografia: caminhos possíveis.

Dia 09 de novembro, haverá trabalho de campo com saída às 8:00 da Casa da Glória.

Mais informações na segunda CIRCULAR.

Nova Edição da Revista Geografias – Número Especial Sabores Geográficos

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Este número especial da Revista Geografia contempla sete artigos apresentados no IV Seminário Sabores Geográficos realizado nos dias 1 e 2 de junho de 2017, em Belo Horizonte-MG. O Seminário Sabores Geográficos é um evento que se realiza a cada dois anos e nesta quarta edição visou explorar e substanciar o sabor geográfico pela morte, espiritualidade e mineiridade. Aspectos como a paisagem, o lugar, a cultura, o imaginário, a comida, a memória e a identidade foram contemplados nos trabalhos que se seguem. São essências que expressam, imprimem e compõem a geografia nas suas múltiplas vertentes humanistas, culturais e fenomenológicas. Uma oportunidade especial para o fazer geográfico pelos caminhos da geografia humanista cultural escavando a fenomenologia, a geopoética e a arte.

Tese – O sentido geográfico da identidade: metafenomenologia da alteridade Payayá – Jamille da Silva Lima

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Resumo: O papel do lugar nos debates sobre identidade apresenta uma ambivalência que vai da celebração à condenação. Se de um lado há o entendimento da centralidade dos lugares para a constituição das identidades, de outro lado tem crescido o clamor pela diferença que nos leva à ênfase no não-lugar. Esta ambivalência ganhou novo fôlego após os anos 1990 com a globalização, tanto com a relevância que os movimentos identitários de resistência (étnicos, raciais e de gênero) alcançaram, lutando por seu lugar, enquanto território, quanto com a força que o clamor pelo respeito à diferença e o sentido opressor e colonial da identidade receberam, questionando o papel dos processos de territorialização nos conflitos e na negação da diferença que promovem a captura do Outro pelo Mesmo. No entanto, em vez de enfrentar a questão pela relação identidade-diferença, a deslocamos para o nexo entre consciência-lugar, desfazendo esta associação que dá relevo ao sentido frente ao sem-sentido. A prevalência da consciência é compreendida como um dos instrumentos da razão imperialista colonizadora, eurocêntrica, e por isso é necessário fissurá-la para um outro sentido geográfico de identidade. Mas como significar nossa relação geográfica e sua implicação para a identidade libertando-se das amarras da consciência e dos modelos coloniais de intelecção do ser? Este é o principal questionamento mobilizador da tese, o qual será enfrentado a partir da (1) experiência com os indígenas Payayá, da interlocução com (2) a filosofia de Emmanuel Lévinas e com suas (3) reverberações no pensamento descolonial latino-americano. Os Payayá, cuja historicidade e geograficidade se entrelaçam com a própria constituição colonial, da Bahia e do Brasil, foram aquartelados e oprimidos até o seu desbaratamento, ao ponto de serem declarados extintos pela historiografia e pelos órgãos oficiais brasileiros no século XVIII. Rompendo o silenciamento a que foram compelidos, iniciam um movimento de retomada que tem em Cabeceira do Rio, povoado do município de Utinga (Bahia), seu aqui, enquanto alteridade, permitindo a evasão de si necessária à hospitalidade. Simultaneamente, este lugar também é hostilidade, na disputa que culmina com a conquista do Território Indígena Payayá. As narrativas Payayá provocam deslocamentos na metafenomenologia de Lévinas, a qual nos interpõe a necessidade de romper com as molduras ontológicas. O primado da ética da alteridade, como metafísica, exige atender ao chamado do Outro, um “eis-me aqui” que não se cristaliza no Dito, pelo seu vínculo com a consciência, dando trânsito ao Dizer, em sua verbalidade, abrindo caminho para o sem-sentido e para o incompreensível. Esta filosofia é de uma radicalidade descolonial, e por isso nos permite pensar uma geografia desde a América Latina, na qual os Payayá são esse Outro que fecunda o sentido geográfico da identidade: uma identidade em diástase na qual o lugar é pneuma fundado na ética da alteridade. Embora ele também seja materialidade, o lugar não é objeto, pois implica a insubstancialidade pela qual a identidade não é lógica, mas topológica. Somos lugar não por um ato da consciência, mas por seu sentido ético que possibilita a alteridade na identidade.

Download: http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/335046

Podcast – Geografia pra que(m)?

Novidades chegando!

Está no ar nosso primeiro programa do podcast “Geografia pra que(m)?”. O podcast é uma iniciativa do HPGEO (Grupo de Pesquisa em História do Pensamento Geográfico e Epistemologia da Geografia – UFMT) no intuito de divulgar nossas reflexões para além da Universidade e nos conectar com outras formas de construir o conhecimento.

Link do podcast: https://open.spotify.com/show/76JJT9UZuMTdvvlbI4FgrP?si=190TK1JLSOqoUXE279SJlw

Nosso objetivo é apresentar as discussões geográficas que fazemos no grupo de pesquisa, de forma descontraída e ampla, deixando aquela “sede de quero mais” para que os ouvintes possam aprofundar tais reflexões. A intenção é instigar todos e todas que tenham interesse nessa área do conhecimento incrível, que tem o espaço geográfico como objeto-chave: a Geografia!

O programa-piloto traz a vida e obra de Eric Dardel (1899-1967), geógrafo francês que publicou um importante livro em 1952: “O homem e a terra: natureza da realidade geográfica”. A obra foi traduzida para o português em 2011 e dentre as diferentes reflexões, traz um importante conceito problematizado por Dardel: a geograficidade.

A professora do Departamento de Geografia da UFMT, Marcia Alves e o aluno do curso de Geografia, Anderson Brunca, realizaram o debate sobre a Geografia Fenomenológica de Dardel, fazendo uma ponte com outras discussões da Geografia para entender a essência da relação Ser Humano-Terra.

Vamos juntas e juntos (re)pensar a Geografia?

Página do grupo no Facebook: https://www.facebook.com/hpgeoufmt/