19º SEMINÁRIO CLÁUDIO PERES DE PRÁTICAS DE ENSINO E GEOGRAFIA APLICADA

  GEOPATRIMÔNIO: CONEXÕES INTERDISCIPLINARES

APRESENTAÇÃO:

Considerando a longa trajetória de sucesso do Seminário Cláudio Peres na apresentação de pesquisas de ponta e na divulgação de práticas inovadoras na educação e nas atividades extensionistas, tanto nas Geociências quanto nas Humanidades, nessa edição pretende-se trazer visões multifacetadas dos estudos sobre o Geopatrimônio.

O evento, que terá conferências, palestras, mesas-redondas e mostra de fotografias, é organizado pelos professores Ana Márcia Moreira Alvim, Marcelo Eduardo Zanetti, Juliana de Lima Caputo, Rodrigo Corrêa Teixeira e Luiz Eduardo Panisset Travassos.

A expressão geopatrimônio surgiu, inicialmente, associada à preocupação em preservar o patrimônio geológico-geomorfológico e as demais características físicas das paisagens. As escalas geográficas são diversas, assim como as perspectivas de análise.

A conceituação de geopatrimônio tem se ampliado para entrelaçamentos com dinâmicas cultuais, sociais e econômicas, tendo enorme potencial para atrair discussões com um conjunto de profissionais e membros da comunidade acadêmica.

Todas as informações sobre o evento podem ser encontradas neste link.

I Encontro Luso-Brasileiro de Geografias Emocionais

Com o interesse em avançar nas discussões das geografias emocionais no Brasil e em Portugal, o grupo de pesquisa História do Pensamento Geográfico e Epistemologia da Geografia (HPGeo) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Brasil e o Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa (CEG-IGOT-ULisboa), Portugal entrelaçam esforços para realizar, no formato virtual, o I Encontro Luso-Brasileiro de Geografias Emocionais (I ELGE), a ser realizado entre os dias 30 de agosto e 3 de setembro de 2021.

A proposta do evento é de colocar as discussões que questionam a relação entre espaço e as emoções em primeiro plano, evidenciando as investigações já conduzidas em língua portuguesa, visto que o tema é mais explicitamente abordado em produções em inglês.

A primeira circular do evento e outras informações podem ser encontradas neste link.

Lançamento do livro Geografias culturais da música do som e do silêncio

Na última sexta-feira, dia 16 de abril, foi lançado o livro Geografias culturais da música do som e do silêncio.

Este livro nasceu em 2018 do encontro entre um conjunto de artistas e cientistas cuja fundamental motivação foi a paixão pelo fenômeno musical na sua relação com a experiência de paisagem. Deste encontro resultou uma proposta de trabalho que continha vários desafios, entre eles, o questionar de uma origem ou essência locativa para cada cultura musical, a exploração das veredas emocionais que se organizam em cada imaginação geográfica, e, talvez o maior deles, a tentativa de superação de uma tradição de aprisionamento da ideia de paisagem à dimensão puramente visual: da paisagem óptica à paisagem háptica (Texto adaptado do repositório onde o livro está hospedado).

Para ter acesso ao livro, clique neste link.

Do quintal à praça: o samba na formação urbana do Rio de Janeiro

A ação de formação dedica-se a pensar, com o samba, a formação urbana do Rio de Janeiro. Foram selecionadas canções que nos dão a pensar uma dimensão do Brasil em transformação, aos poucos perdendo suas feições rurais e se urbanizando, que tem no Rio – então capital do país – o seu microcosmo. Nesse processo, convergem para a urbe carioca milhares de pessoas negras – descendentes de africanos em diáspora – entre os quais aqueles que enxergam na cidade oportunidades de viver melhor e os que são expulsos do campo sem terra para viver. A música canta esse momento e essa cidade, que, entre repressão e tolerância, quer ocultar corpos considerados indesejáveis, mas não consegue abafar o quintal de liberdade que é o samba.

Para mais informações e para inscrições acesse este link.

Dossiê “Fenomenologia e Hermenêutica na América Latina”

Ekstasis: Revista de hermenêutica e fenomenologia divulga a chamada de trabalhos para selecionar artigos inéditos e resenhas para o próximo número.

Submissões até 15 de junho de 2021
Serão aceitos artigos e resenhas apenas em português ou em espanhol.

Abaixo segue o texto de divulgação da chamada.

Um dos múltiplos desdobramentos do referencial hermenêutico e fenomenológico na contemporaneidade é a ideia de que o lugar constitui, tanto quanto o tempo, o ponto de partida para uma investigação filosófica. Tomar a espacialidade como referência no processo de descrição dos fenômenos é perceber que a experiência concreta do existir não é universal, tampouco essencialista.

Demandas existenciais determinam a forma pela qual a tradição filosófica é recebida, apropriada e levada adiante. Nesse sentido, toda mensagem transmitida sofre modificações porque o processo de reapropriação de temas e problemas é marcado pela heterogeneidade que constitui a multiplicidade das vivências. Pensar em uma hermenêutica topológica como forma de validar o lugar originário da vivência como determinante dos processos de fenomenologização das coisas em geral é reconhecer que a verdade de uma tradição é substancialmente histórica. Isso se deve ao fato de a história de um grupo ser constituída pela situação concreta na qual esse mesmo grupo se encontra.

É no encontrar-se da disposição histórica que se dá a reapropriação e a transmissão de uma tradição, uma vez que somente o caráter dinâmico, vivo e atuante da história pode dar conta de levar adiante a investigação filosófica, sem recair em dogmatismos, em certezas absolutas e, consequentemente, na estagnação hermenêutica que inviabilizaria o próprio filosofar.

Em suas Lições sobre a filosofia da história universal (Tecnos, 2005, p. 93), Hegel nos diz que “a filosofia da história não é outra coisa senão a consideração pensante da história, e nós não podemos deixar de pensar, em nenhum momento”. Mais adiante (2005, p. 101), o filósofo nos diz que “o ponto de vista da história universal filosófica não é, portanto, um ponto de vista obtido por abstração de outros muitos pontos de vista gerais e prescindindo dos demais. Seu princípio espiritual é a totalidade dos pontos de vista. Ela considera o princípio concreto e espiritual dos povos e sua história, e não se ocupa das situações particulares, mas de um pensamento universal, que se prolonga pelo conjunto”.

O que temos em vista ao evocar Hegel é justamente questionar a pretensão de universalidade do fazer filosófico situado no âmbito das epistemologias europeias. O fazer filosófico, a prática da filosofia – o filosofar –, este, sim, é universal, porque o pensamento resguarda um potencial revolucionário onde quer que ele esteja. Se a atitude filosófica, portanto, está muito além da mera reprodução de conteúdos históricos acerca de pensadores e de seus respectivos sistemas ou caminhos filosóficos, a filosofia deve ocupar-se daquilo que é transmitido, reapropriado e levado adiante década após década, século após século, por meio das mesmas questões que suscitaram o despertar da filosofia ainda em seu período pré-socrático. Esta é a universalidade que caracteriza a concepção de filosofia aqui em jogo: o movimento de reapropriação e a força do pensamento capaz de vincular diferentes povos, nações, regiões etc. Por outro lado, uma filosofia marcada pela presença da historicidade requer considerar como verdadeira a experiência do filosofar a partir de princípios concretos, capazes de transmutar a experiência da vida fática em caminhos novos, nunca antes explorados por aqueles que delimitaram previamente o terreno para que a trilha fosse suficientemente segura.

Basta caminhar, no entanto, para perceber que todas as trilhas possuem um fim, uma vez que percorrer um caminho aberto requer sair de um ponto “a” para um ponto “b”, sem grandes novidades. Como, então, manter viva a força dinâmica de um pensamento senão por meio da abertura de novos rumos, de novos caminhos, de novas encruzilhadas? Uma filosofia restrita à demarcação de um lugar não estaria invariavelmente fadada à perda de sua força histórica e de seu potencial vinculante que atravessa tempos e lugares motivando confrontações e novas descobertas?

É nesse sentido que o dossiê “Fenomenologia e Hermenêutica na América Latina” busca enfatizar a importância do lugar no processo de reapropriação e de renovação do fazer filosófico. Pensar a importância do referencial hermenêutico e fenomenológico na América Latina é reafirmar o fato de que as epistemologias do sul-global são caminhos novos abertos por uma tradição de pensamento, não meras repetições circulares de caminhos já percorridos. O que se faz na América Latina – ou em qualquer outro registro não eurocentrado da filosofia – é também filosofia, com toda a universalidade que esse termo resguarda. Nesse sentido, não se trata de averiguar como se dá a recepção das epistemologias europeias no Novo Mundo, mas de demarcar a possibilidade – concreta e presente – de estruturar a prática filosófica a partir de nossas próprias demandas, tomando como referência a experiência concreta de nosso existir. Dito isso, concluímos que o ponto de partida aqui em jogo é a constatação de que há fenomenologia e hermenêutica na América Latina e de que essas não se restringem à recepção ou à reprodução de outros saberes, mas consistem na própria manifestação do pensamento em toda a sua envergadura. 

Mais informações podem ser encontradas neste link.

Geossantuários: metodologias e dinâmicas festivas

Geografias apreendem religiões, e sistemas religiosos se redimensionam em geografias de múltiplas representações. Esse jogo emergente das apreensões, ligado à leitura ampliada dos espaços simbólicos, culmina nas festividades, eventos-cidades manifestações devocionais que vitalizam os geossantuários nos procedimentos metodológicos de captura das festas.

Este livro é uma mescla de vivências e experiências dos autores em campo, das inúmeras conversas, observações, anotações realizadas e retrabalhadas.

O livro pode ser acessado por este link.

Seminário “Representação e Geografia (Projeto NUAGEO)”

Até o dia de amanhã está sendo realizado o seminário “Representação e Geografia (Projeto NUAGEO)” pelo canal POSGEO no Youtube.

As apresentações que aconteceram nos dias 05/04 e 06/04 ainda podem ser assistidas pelo canal do Youtube disposto neste link.

As apresentações que ocorrerão no dia de amanhã seguem abaixo:

3º Dia – 7 de abril de 2021 (quarta-feira)

9.00 às 12.00 – Mesa 4: Relatos III
Experiências de representações em nossas pesquisas – Mateus Barbosa (Mestre em Geografia pelo POSGEO/UFBA, Grupo Espaço Livre de Pesquisa-Ação) e Alexandre Contreiras (Bacharel em Geografia, bolsista de apoio técnico do NUAGEO pelo CNPq) Mediação: Célio Santos (Doutorando em Geografia no POSGEO/UFBA, Grupos Espaço Livre de Pesquisa-Ação e Territórios da Cultura Popular).

Link: https://www.youtube.com/watch?v=aDLVE8Zeyjk

14.30 às 16.30 – Conferência de encerramento
Conferência de encerramento Mapas como biografias espaciais – Jörn Seemann (Professor da Ball State University, EUA) Mediação/Apresentação: Jacileda Cerqueira Santos (Doutora em Arquitetura e Urbanismo pela UFBA, Grupo Espaço Livre de Pesquisa-Ação).

Link: https://www.youtube.com/watch?v=BgkESsQklDY